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Auto da Catingueira (1983)

Desafio

Sinhores dono da casa
o cantadô pede licença
prá puxá a viola rasa
aqui na nossa presença
venho das banda do Norte
cum pirmissão da sentença
cumpri mia sina forte
já por muitos cunhicida
buscano a inlusão da vida
ou os cutelo da morte
e das duas a prifirida
a qui mim mandá a sorte
Já qui nunciei quem sô
dêxo meu convite feito
pra qualqué dos cantadô
dos qui se dá pur respeito
aqui qui pru acaso teja
nessa função de aligria
e prá qui todos me veja
pucho alto a cantoria
nessa viola de peleja
qui quano num mata aleja
cantadô de arrilia
Só na iscada dua igreja
labutel cua duza um dia
cinco morrêro d'inveja
treis de avêcho, um de agunia
matei os bichos cum mote
qui já me deu treis muié
é a história dum cassote
cum cuati e com saqué
o cassote com um pote
cuô pru cuati um café
Iantes ofreceu um lote
num saco prá o saqué
o saqué secô o pote
dexô o cuati só cua fé
di qui dent do tal pote
inda tinha algum café
e xispô sambano um xote
o inxavido do saqué
qui cuati quá qui cassote
boto o bico e bato um bote
o qui é qui o saqué qué
Iantes porém aviso
sô malvado num aliso
triste ô filiz é o cantadô
queu apanhá prá dá o castigo
apois quem canta cumigo
sai difunto ô sai dotô.
Sinhô cantadô chegante
me adisculpa o tratamento
nessa hora nesse instante
mêrmo aqui nesse momento
tá um cantô sinificante
sem fama sem atrevimento
qui num é muit falante
nem de muit cunhicimento
mais prá titos e valintia
só trais ua viola na mão
falta o ilustre companhêro
marcáo o lugá da prufia
se lá fora no terrêro
O aqui mêrmo no salão.

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