Quinta-feira, 5 de julho de 2001

Na Mira do Meu Fuzil

Aos cúmplices dos valores desta
gleba Internética, eu vos saúdo

Ao lançarmos este hebdomadário, de proposta essencialmente crítico-ensaística o fazemos com a postura consciente de um guerreiro em singularíssimo combate que se encontrando em território complexo, de fuzil com baioneta calada, enfrenta em noite escura na grande distância, a canhoneira de seus inimigos fortemente encastelados, nas seguintes situações: Numa linha de fôgo estão eles os poderosos que nos oprimem e nos estraçalham a nós _ os pobres de dentro de nossa própria pátria _ sobre a guarda e proteção das leis que eles mesmos forjam em seus próprios benefícios. Na outra frente, empunhando mísseis, eles os dragões da crueldade e do egoísmo _ todos os que habitam a cuia setemptrional da cabaça planetária _ que com a agulha de seus ferrões vão lenta, década e secularmente transfundindo nosso sangue, o das nações e povos que eles não deixaram se alevantar do chão.

Grande é o contingente inimigo de dentro e de fora; incontáveis são suas hordas assassinas. Todavia, evitando nós por precaução, citar os textos sagrados do Velho e do Novo Testamentos, face a névoa lançada sôbre os mesmos, pela arrancada da Besta que emergiu do mar, nos lembramos de Exopus o grego e Fedro o romano. Combatentes que da ínfima condição de escravos que eram, com bico afiado de suas penas frexaram e lancearam a inconsciência dos poderosos de antanho com tamanha força e dignidade, que da distância de dois mil e seiscentos anos ainda ouvimos um zumbir de seus disparos perpassantes rumo ao porvir.

Essas celebridades trabalharam a fábula, onde alegoricamente enfocavam os homens e os animais. Hoje não podemos o mesmo fazer, vez que o código de regulas, que protegem estes, é muito mais rígido do que o que escurraçadamente permite ao pobre homo cretinusimbecilis viver.

Por essas e outras tomamos a alegoria do soldado no front _ conforme a grafomarca _ por onde, ora através da parábola, ora da fala direta vamos entrar em guerra.

Pelo que, justificando a concordância da primeira do plural retroinsistente dizemos também que esta trincheira está aberta e à disposição de quaisquer “mercenários” voluntários sem sôldo que acorrentados e opressos assim como nós, não têm de onde nem como se defender. Porém, contudo,,, tem uma unicíssima sine qua condition: Fuzil fumegante na pena afiada. Se for môrno!!! e pena rombuda,,,,,, não dá. Assim, para regozijo dos leitores e _ atendendo à ética _ expectação dos inimigos de nosso povo brasileiro, bondoso, frôxo e cordeiro, num enunciado, aqui estamos a adiantar alguns tópicos dentre a vasta temática que vai ser abordada, a partir de um tempo ad infinitum, numa postura sana de judicium sine ira. Eis: TVE; TV Cultura; base americana no Maranhão; a negociata da nossa água de beber; a mancada do exército na Amazônia; desportos corpore sano em mens qualquer; os cientistas da NASA e a metragem do universo; os cientistas ingleses e a carta de Publius Lentulus; a fórmula do pesticida orgânico para eliminar de uma vez por todas, até a cinquentésima geração do roedor de gênero terrificus e espécie ratus brasiliae; a Besta que subiu da terra; IBAMA; biólogos do Paraná e as onças que vão comer o menino do peão; a Rede Globo de televisão; as outras; ginásio no campo; DNOCS; Banco do Nordeste: o peão que matou um saruê e pegou e cumpriu cinco anos de cadeia; a presente geração Bunda; os cientistas daqui; a mulherada babaca, pau nelas; os canalhas que se pronunciaram contra o projeto Bela Culta e Ultrajada do deputado federal Aldo Rebelo; a decadência do cinema americano; o macaquismo do cinema daqui; o salário mínimo campus et urbi; a Besta que emergiu do mar, a qual deixo na mira dos fuzis fumegantes de Mary Shultz, Aníbal Pereira dos Reis (ex-padre morto) e do ex-padre também morto que escrevia na Folha Universal.

O tema “A Besta que subiu da terra” vai estar sempre em corse et recorse numa senoide de médios períodos.

Esta trincheira solicitamente aguarda a visita dos fuzileiros aliados, brasileiros sangue puro: Bautista Vidal, Hélio Jaguaribe, Ariano Suassuna, Ernani Maurílio, Roberto Mangabeira Hunger, Virgílio Maia, José Neumane (Zé Paraíba), Miguel Ventania, Lena Frias, João Paulo (não o do Vaticano, o do Estado de Minas), Mauro Dias, Dácio Galvão, Candinha Bezerra e tantos outros e outras...


Elomar Figueira Mello

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